sábado, 28 de maio de 2016

A Culinária do imigrante italiano no Brasil: a polenta - João dos Reis



“No olta:
luni, polenta;
marti, polenta;
mercol, polenta;
dòbia, polenta;
vendre, polenta;
sabo, polenta;
E domènega?
Domènega,
pan co’n polastre!
rostì sul fogo,
parche l’é festa!”
início da poesia “La polenta”, citada por Darcy Loss Luzzatto (ver tradução e nota 2 no final)

Quando criança, pedia para minha mãe cozinhar algum prato preferido – gnocchi, por exemplo - e ela dizia “que o problema são os ingredientes” – quer dizer, a falta de (alguns) deles. Em geral, apesar da influência portuguesa, a polenta era frequente na mesa em casa. Ontem, em uma conversa, ela insistiu “que é fácil de fazer” – e eu discordei dela. Talvez ela quis dizer que precisa-se praticamente de farinha de milho, água e tempero para prepará-la.

“A polenta foi, por mais de um século, não o prato típico, mas praticamente o prato único do Vêneto empobrecido. (...) A pobreza extrema, com o povo obrigado a comer quase que exclusivamente polenta, só polenta, terminou por minar a saúde da população”, escreve Darcy Loss Luzzatto (p. 131, ”Culinária da imigração italiana – a comida e suas histórias”, Editora Dora Luzzato, Porto Alegre, 2005, 2ª edição, 160 pp.).

A historiadora Zuleika M.F.Alvim confirma: ”Toda a população (do Vêneto), desde os mais abastados aos mais pobres, alimentava-se basicamente de polenta. (...) O macarrão, para nós, brasileiros, tão ligado à imagem do italiano, era um luxo poucas vezes permitido”. E acrescenta: “As duras condições de vida e a escassa alimentação (...) trazia consequências graves para a saúde” (p. 30,31 e 32, “Brava gente! os italianos em São Paulo”, Editora Brasiliense, S.Paulo, 1986, 190 pp.).

A polenta foi também o prato típico do imigrante italiano no Brasil. João Baptista Borges Pereira diz que “para o brasileiro, o italiano é o ‘polenteiro’”, generalizando uma expressão que era usada na colônia de Pedrinhas Paulista pelos grupos vindos do Sul da Itália para designar os setentrionais, na maioria do Vêneto (p. 109, “Os italianos no mundo rural paulista”, Editora Pioneira, S.Paulo, 1974, 192 pp.).

Mais frequente no jantar em minha casa na infância – e a minha preferida - era a minestra, a sopa de feijão com talharim, também “fácil de fazer”, na opinião de minha mãe. Mas que, ao contrário da polenta, é mais nutritivo, principalmente se acompanhado de pão e vinho.

Nasci e vivi os primeiros anos na fazenda Tabarana, em Duartina, SP, em uma casa vizinha da avó Pasqualina Negrini. Minha mãe lembra que ela reclamava de ter de preparar os encontros gastronômicos do meu avô com os amigos. A imagem: ela ao lado do fogão a lenha, cozinhando em panelas de ferro, polenta e frango ao molho – que foi o cardápio dominical na minha casa durante muitos anos.

Em Curitiba, no restaurante do Parque Ecológico Costa, no bairro Umbará, o menu principal da Noite Italiana nas primeiras sextas feiras do mês é polenta com frango ao molho. Conversando com um jovem do bairro, ele reclamou que o risoto de frango estava sempre presente no almoço de domingo – em que a família se reunia na casa da avó. E dessa vez, fui eu quem disse a ele: é um prato fácil de fazer, não precisa de muitos ingredientes, e como a polenta, alimenta todos os familiares. Nos anos em que vivi na cidade, o pierog – típico da culinária polonesa – foi, às vezes, o cardápio de domingo em minha casa.

Por que não acho fácil fazer a polenta ou o gnocchi e escolhi o pierog? Porque sou cozinheiro - e acho cansativo ficar quase uma hora mexendo a panela no fogo – ou preparando o gnocchi. Fiquei sabendo pelo livro de Luzzatto que hoje há panelas – importadas – com movimentação elétrica e que se adaptam ao fogão a gás. Ele também “não se conformava que alguém tivesse de ficar cuidando e mexendo a polenta por uma hora”(p. 135).

Quando leio no guia da “Folha de São Paulo” a apresentação sofisticada da comida dos restaurantes paulistanos, fico admirado e sempre me pergunto: a polenta, o frango com molho, a minestra, o gnocchi, o risoto não fazem parte – ou nunca fizeram - do cardápio dos frequentadores, que pertencem a uma classe social que não viveu – ou então desconhece – a culinária dos trabalhadores-imigrantes.

NOTA

1. Agradecimentos aos amigos que cozinharam um almoço ou jantar especial para mim: Ewerton (Curitiba), Efraim-Quica (Montevidéu), Pedro Paulo (Ubatuba), tia Lourdes (São Paulo), tia Anna Rosa (Duartina), Maria Aparecida-Ar - e Edna-Cupertino, Edna/Erasmo e Risomar (Osasco).

2. Darcy Loss Luzzatto não lembra o autor da poesia “La polenta”, citada no início; a tradução do dialeto vêneto é do autor do livro (p. 132):

“Antigamente:
segunda, polenta;
terça, polenta;
quarta, polenta;
quinta, polenta;
sexta, polenta;
sábado, polenta.
E domingo?
Domingo, pão com franquinho
assado no fogo,
porque é festa!”

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Duas canções com Vânia Bastos e uma recordação: Raquel de Azevedo ou Canto de amor e desesperança à cidade de São Paulo - João dos Reis




Estive no final dos anos 90 em um show da cantora Vânia Bastos no Centro Cultural São Paulo; depois, revi a artista em um outro espetáculo no Sesc Pinheiros em 2007. Foram dois momentos marcados pela magia da palavra e da música.

Duas canções com Vânia Bastos:

1. “Cidade oculta”, de Arrigo Barnabé, Eduardo Gudin e Roberto Riberti:

Na cidade só chovia
Noite imensa, só havia
Luminosos, agonia
E a vida escorria
Pela escuridão
Nossas ruas eram frias
Como os homens desses dias
Engrenagens tão sombrias
Esquecidas pelos deuses
A pulsar em vão
Misteriosamente um andróide
Gritou docemente
Me mostrou a vida
Me encheu de cores
Desenhando um holograma em meu coração
Com seus olhos foi pintando um dia.
Reinventando a alegria
Brancas nuvens de verão
E a poesia de repente
Volta a ter razão.

2. “Paulista”, de Eduardo Gudin e J.C.Costa Netto:

Na Paulista os faróis já vão abrir
E um milhão de estrelas prontas pra invadir
Os Jardins
Onde a gente aqueceu numa paixão
Manhãs frias de abril
Se a Avenida exilou seus casarões
Quem reconstruiria nossas ilusões
Me lembrei
De contar pra você nessa canção
Que o amor conseguiu
Você sabe quantas noites eu te procurei
Nessas ruas onde andei
Conta onde passeia hoje esse seu olhar
Quantas fronteiras ele já cruzou
No mundo inteiro de uma só cidade
Se os seus sonhos emigraram sem deixar
Nem pedra sobre pedra pra poder contar.
Dou razão
É difícil hospedar no coração
Sentimentos assim.


Vânia Bastos nasceu em 1956 em Ourinhos, SP; em 1975 mudou-se para São Paulo. Começou a carreira participando nos anos 80 do movimento Vanguarda Paulista – que apresentou uma nova estética musical. Foi solista em “Clara crocodilo” e “Tubarões voadores”, de Arrigo Barnabé. Cantou na banda de Itamar Assumpção, “Isca de polícia”. As duas canções, “Cidade oculta” e “Paulista” estão no CD de 2007, “Tocar na banda”, uma comemoração da carreira da artista.

As canções reviveram as lembranças das minhas idas e vindas para a cidade de São Paulo: vindo do interior, depois para o Litoral Norte, voltando para Osasco, partindo para Curitiba, retornando à região metropolitana. E a tentativa sempre angustiada de compreender a metrópole. Tive nos quinze últimos anos do século passado a companhia de Raquel: aos cinemas da região da Avenida Paulista, ao Bar Longchamps na rua Augusta, às passeatas das greves dos professores da rede pública estadual, aos atos de protestos, à comemoração dos 70 anos da Semana de Arte Moderna de 22 no Teatro Municipal. Para onde foram nossos sonhos de uma sociedade socialista, de um novo mundo com igualdade e justiça?

Raquel de Azevedo nasceu na capital paulista; cursou Filosofia e História na Universidade de São Paulo. Foi professora de Filosofia em escola pública estadual. O livro “A resistência anarquista – uma questão de identidade – 1927-1937” (Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, São Paulo, 2001, 466 pp) é a tese de Mestrado na USP; não terminou o doutorado na Unicamp. Suicidou-se no ano 2000.

No primeiro show, nos anos 90, estava acompanhado de Raquel; no segundo, estava sozinho, sob o peso de imagens brilhantes, de recordações tristes - e de saudades.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

LIVRO: uma releitura de “Pai patrão – a educação de um pastor de ovelhas”, de Gavino Ledda - João dos Reis




Para Janete, Celso e Juan, de Belo Campo, Bahia

Daghi inasprid’ su dolore
fiores chisco in totue
ammenténdemi chi tue
lis dedicas tantu amore
gioia! In dogni fuire
mi pared’ de di mirare
appo dispóstu a passare
ristas sas dies pro de!
canto popular sardo.

Gavino tinha seis anos e foi retirado da escola de Síligo pelo pai depois de algumas semanas. Foi trabalhar como pastor de ovelhas no campo. Até aos vinte anos, foi também lavrador. Esta seria uma história comum da criança da Sardenha se não fosse a obstinada vontade do aldeão de se alfabetizar, de estudar.

Foi a lembrança que permaneceu da leitura da autobiografia há quase quarenta anos: o livro me espreitava na estante, com suas imagens de desespero do jovem que sonhava em participar do mundo da cultura. “Pai patrão – a educação de um pastor de ovelhas”, de Gavino Ledda, tradução de Marchela Mortara, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1979, 184 pp., foi publicado na Itália em 1975, e depois, foi filmado pelos diretores Paolo e Vittorio Taviani em 1977.

Em Braddesvustana (Vallefrondosa), a propriedade familiar, teve a educação pastoril: reconhecer o terreno, a posição dos carvalhos e espinheiros, dos rochedos e arbustos, os acidentes do solo. E enfrentar o medo: “Estava aterrorizado com a ideia de ficar sozinho naquele mato cheio de coisas e de animais... E a solidão era um silêncio interminável: escutá-lo atordoava minha existência” (p. 16).

Tinha a companhia das ovelhas, das cobras, gaviões e raposas. Às vezes, tio Juanne vinha recolher lenha – e as histórias dos antepassados que ele contava incendiava a imaginação do pequeno pastor. Como vencer o pavor da solidão? O próprio medo do silêncio inspirava os gritos e assobios – e então vencer o terror provocado por aquele silêncio em sua interminável monotonia (p. 36). Ou falando com as pedras e as árvores.

O discurso da natureza eram os únicos sons que ouvia: o latido de um cão, os golpes de um machado a cortar lenha, o zurro de um jumento ou os balidos das ovelhas, o vento, o trovão, o canto dos pássaros. A aceitação desse novo mundo foi a grande descoberta: “A linguagem íntima entre mim e a natureza que, no fundo, era a linguagem do silêncio, tornara-se natural e familiar, como se a realidade fosse o silêncio e as coisas fossem suas palavras” (p. 40-1).

A relação com o pai foi marcada por uma severidade extrema – com tapas, surras, espancamentos – e a ausência de demonstração de afeto. Era a educação patriarcal: os filhos deveriam tornar-se homens produtivos antes do tempo. As últimas páginas do livro são dramáticas: é o acerto de contas do jovem intelectual com o seu pai.

A narrativa mais trágica foi a descrição da partida dos que emigravam, frequente a partir de 1955. A população da aldeia se reunia na praça com a dor dos funerais. “Choros, gritos e lamentações vindos de idades e de sentimentos diversos elevavam-se de toda parte sobre sua miséria: sobre a inocência desses jovens condenados a procurar refúgio em terras desconhecidas, ignorando o que seria seu futuro, sem saber como deveriam renascer em países nunca vistos, que mal podiam imaginar” (p. 120).

Gavino confessa: emigrar era uma obsessão, não se conformava com a ideia de ser pastor e camponês a vida toda. A tentativa de partir para a Holanda foi frustrada. A escolha foi entrar para o Exército – onde poderia finalmente estudar. A despedida do campo onde vivera a infância e a adolescência foi “num silêncio cheio de emoção”: “fotografar com os olhos as árvores, as pedras, os despenhadeiros”, “procurando gravá-los em meu espírito”, “guardá-los em minha memória como se eu não devesse revê-los nunca mais” (pp.139-40).

O aprendizado da língua italiana, escrever, ler e falar foram momentos de angústia para o jovem sardo. Para terminar o curso ginasial e colegial, contou com a ajuda desinteressada e inestimável de novos amigos, entre eles, Toti, Rodolfo e Ottavio Gentileschi – a quem acho que o livro (ou o filme) deveria ser dedicado.

Gavino Ledda nasceu em 1938. Em 1958 alista-se como voluntário para o serviço militar, mas desiste da nova carreira em 1962. Licenciou-se em 1969 em Linguística pela Universidade La Sapienza de Roma.

A releitura do livro trouxe para mim antigas recordações. Conversas com minha avó Elisa sobre a emigração, o pastoreio de ovelhas nas montanhas do Norte de Portugal, os invernos rigorosos. E, principalmente, a felicidade dela em ser alfabetizada. Duas lembranças ainda presentes: o cobertor artesanal de lã - que usei da infância até à idade adulta - enviado pelos parentes portugueses de Trás os Montes. E o amigo Felis, tia Isaura e meus dois avôs, José e Marcelino Matheus: eu os observava - calados, introspectivos - e procurava compreender a linguagem do silêncio.

NOTA

1. Tradução de Marchela Mortada da canção em dialeto sardo, cantada pelo pastor Nicolau, vizinho de Gavino em Braddevrustana (p. 58):

Quando a dor se exarceba
procuro flores por toda a parte
lembrando-me que tu
lhe dedicas tanto amor
meu bem! Em cada flor
parece-me encontrar-te:
preparei-me para passar
tristes dias por ti!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Um sonho dos italianos de Osasco: a cooperativa dos vidreiros - João dos Reis




Para Cibele Moreira Giacone, com a minha gratidão

“O programa {do sindicato operário} não se limita ao aumento do salário e à diminuição das horas de trabalho (...), mas reforça e estende o sentimento de solidariedade entre todas as categorias de trabalhadores. Ele representa a união dos produtores explorados: seu fim é, portanto, a reivindicação para eles da terra, dos instrumentos de trabalho e da riqueza social com o meio da ação direta e da greve geral expropriadora. Organização da batalha hoje (...) será amanhã o elemento chave para a gestão da sociedade igualitária e comunista, a qual os trabalhadores aspiram” – Edmondo Rossoni, “Sindicalismo e sindicalisti”, jornal “La Fanfulla”, São Paulo,01/05/1909, p. 2.

Em 9 de setembro de 1909 os operários da Vidraria Santa Marina iniciaram a greve - e um dos lideres era o professor e militante sindicalista Edmondo Rossoni. O movimento começou com a paralisação das 130 crianças da fábrica. A reivindicação inicial: aumento de salário. Depois, com a repressão policial, houve a adesão dos outros quinhentos operários – e exigiam também a demissão do gerente. A história está no livro da historiadora Helena Pignatari Werner, “Raízes do movimento operário em Osasco” (Cortez Editora, São Paulo, 1981, 152 pp).

Os vidreiros italianos e franceses foram contratados para trabalhar na empresa de vidro – os principais acionistas pertenciam à aristocracia cafeeira. No Brasil, ainda dominavam as relações de trabalho sem a garantia dos direitos do trabalhador. Os vidreiros-imigrantes que vieram para São Paulo estavam protegidos pelas leis francesas. Algumas cláusulas do contrato: direito à moradia para as famílias e a vinda de um professor para os seus filhos – e Edmondo Rossoni era um dos mestres da escola dos vidreiros.

Em 1909, a surpresa para os patrões foi o início da paralisação lideradas pelas crianças-trabalhadoras. A Comissão da Greve pregou um boicote dos consumidores das garrafas produzidas na fábrica. Segundo o “Correio Paulistano” de 15 de setembro, porta voz dos capitalistas, “trata-se realmente de desordeiros, se não anarquistas, que se divertem a fazer passeatas com bandeiras vermelhas” (citação do jornal na página 39 do livro da professora Helena).

Com o fim da greve em 21 de setembro, 40 grevistas foram demitidos, identificados como líderes da greve , e tiveram que desocupar as casas. Alguns trabalhadores acamparam em um terreno próximo à fábrica, outras tentaram o repatriamento; e um grupo foi para Osasco, onde viviam famílias de italianos. E trouxeram o projeto de criar uma cooperativa de vidreiros. O prédio foi construído na Rua da Estação com trabalho voluntário e contribuições dos sindicatos dos trabalhadores de São Paulo.

O advogado, contratado para preparar a documentação e as finanças do novo empreendimento, revelou-se um traidor: fugiu com o dinheiro. A construção do forno para a fábrica não chegou a ser realizada. A estrutura do prédio existiu durante décadas – e foi demolida em 1968 por Luiz Eduardo Vidigal, proprietário da fábrica Cobrasma.

Edmondo Rossoni foi um militante socialista e do movimento sindical na Itália. Veio para São Paulo em março de 1909; foi conferencista da Federação Operária e jornalista do “Lotta proletaria”; depois de ser preso duas vezes, foi expulso do Brasil em novembro desse ano. No ano seguinte, foi para os EUA, e em 1913 voltou para a Itália. Foi Ministro da Agricultura e Secretário Geral das Confederações dos Sindicatos de Mussolini. Em 1945, foi julgado e condenado pela participação no governo fascista. Faleceu em 1965.

E os grevistas que vieram para Osasco? Em 1980, havia duas sobreviventes: as irmãs Enedina Rossetti (93 anos) e Matilde Rossetti Fabri (83 anos), de uma das famílias de vidreiros da Vidraria Santa Marina - que gravaram um depoimento em julho de 1979 para a autora do livro, e que está em um dos anexos de 62 páginas. A História não conseguiu o registro dos outros personagens, seus companheiros na greve de 1909.

NOTA
Consultei também dois artigos, disponíveis na internet, sobre os vidreiros, a cooperativa e Edmondo Rossoni:

1) “A greve da Vidraria Santa Marina e a Cooperativa dos vidreiros em Osasco”, de Ana Lucia Rodrigues da Luz e Maria Cecília Martinez, publicação do Centro Universitário da FIEO, Osasco. Ficam algumas perguntas: entre os vidreiros havia socialistas, como Edmondo Rossoni? Qual a participação deles no movimento sindical de São Paulo? A cooperativa teria uma administração colegiada? Haveria participação dos empresários interessados em quebrar o monopólio da Vidraria Santa Marina?

2) “Imigração, sindicalismo revolucionário e fascismo na trajetória do militante italiano Edmondo Rossoni”, de Edilene Toledo, Unicamp, Cadernos Arquivo Edgar Leuenroth, vol. 15, nº 27, 2009. Artigo sobre a militância do líder revolucionário na Itália, no Brasil e nos EUA, e que aderiu ao fascismo de Mussolini.

3) A citação de Rossoni do jornal “La Fanfulla” no inicio do meu texto está no artigo de EdileneToledo (pp. 135-6).